Revista de Economia Aplicada, São Paulo, v. 1, n. 3, p. 373-391, 1997.
Autor: Paulo Furquim de Azevedo
Resumo: O sistema agroindustrial citrícola brasileiro é caracterizado pela integração vertical parcial para trás, ou seja, a maior parte das processadoras de suco produzem, elas próprias, parte dos insumos (laranjas) de que necessitam. Os argumentos presentes na literatura para explicar esse fenômeno são variados, no entanto concluem unanimemente pela eficiência dessa forma de se estruturar a transação entre citricultores e indústria processadora. Este artigo argumenta que, ao contrário da posição dominante, a integração vertical observada atende a um propósito estratégico na barganha entre as partes, podendo ser adotada mesmo em se tratando de uma forma organizacional menos eficiente. Ao final é avaliada a posição recentemente tomada pelo CADE na análise desse caso.
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